Um anápsido é um amniota cujo crânio não tem fenestras temporais (aberturas) junto às têmporas. O termo, em grego, refere-se, de facto a esta característica: an - sem + apsida abertura
Ainda que os répteis anápsidos sejam tradicionalmente descritos como formando uma grupo coerente, estudos recentes, a nível filogenético, têm dado indícios de que alguns répteis com crânios anápsidos estão apenas remotamente relacionados. Os cientistas ainda debatem a relação exacta entre os répteis basais, que apareceram no Carbonífero, com os répteis do Pérmico, com crânios anápsidos e o grupo das tartarugas e cágados (Testudinata). Muitos paleontólogos da actualidade defendem que os testudíneos descendem de répteis diápsidos que perderam as fenestras temporais, ainda que tal ponto de vista ainda receba algumas reticências da comunidade científica.
Os únicos répteis vivos anápsidos são os testudíneos, todas as outras famílias estão extintas. Os fósseis mais antigos desta família remontam ao Triásico, mas são já demasiado semelhantes às tartarugas actuais, de modo que dificilmente se podem considerar como o início da linhagem destes animais.